Você já se sentiu paralisado, como se a vida estivesse sempre dois passos à sua frente e você tentando correr descalço atrás dela? Aquela sensação de que por mais que tente, parece que as portas não se abrem?
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Pois é… Ricardo Bellino, o autor do provocante “Ninguém é F#dido por Acaso“, não tem papas na língua pra dizer o que muita gente precisa ouvir: quem vive reclamando da vida dificilmente vai construir uma vida extraordinária.
E o pior? Talvez você esteja só a uma decisão – ou a uma mudança de atitude – de sair da roda dos “fudidos” e entrar no jogo dos “fodidos”.
Sim, tem diferença. E ela é brutal.
A diferença entre o fudido e o fodido
No começo do livro, Bellino já quebra a porta com o pé ao dizer que o maior bloqueio não é a falta de dinheiro, contato ou oportunidade – é a covardia emocional.
O fudido é aquele cara que vive no modo “culpa dos outros”. Se cerca de bajuladores, se engana no espelho, foge da autocrítica. O Sadim, personagem que ele usa como analogia, é o oposto do Rei Midas. Enquanto um transforma tudo em ouro, o outro estraga tudo o que toca.
Mas aí vem a virada: o fodido com F é o que apanha, mas levanta. Que erra, mas insiste. Que ouve “não”, mas responde com um “por que não?”.
O impossível é só o ponto de partida
Sabe por que o impossível é um bom lugar pra começar? Porque quase ninguém tenta. Tá vazio. Não tem concorrência.
Bellino conta que começou trazendo a Elite Models pro Brasil sem falar inglês e sem grana. Só com coragem. E depois… convenceu Donald Trump a fechar um negócio com ele em três minutos. Não por mágica. Mas porque ele se preparou, entendeu o jogo emocional da negociação e foi direto ao ponto certo.
O segredo? Clareza. Paixão. E uma dose saudável de ousadia.
A lei dos seis graus e o poder do networking real
Você conhece alguém que conhece alguém que conhece alguém… que pode abrir uma porta gigante. Literalmente.
A tal da “lei dos seis graus de separação” é mais real do que parece. Mas só faz sentido pra quem tá visível, ativo, útil e conectado de verdade com gente que vibra fora da bolha.
E não se trata só de fazer contatos. Bellino fala de amizades engajadas — aquelas pessoas que colocam sua credibilidade em jogo por você. Que indicam, defendem, validam. Isso vale mais que mil cartões de visita.
Três minutos, quatro princípios
Na reunião com Trump, Bellino teve só 3 minutos. E conseguiu.
Ele compartilha os quatro pilares de uma apresentação vencedora:
- Controle emocional – entrar com energia certa, foco e domínio interno.
- Preparação estratégica – saber o que quer, como vai conseguir e com quem está lidando.
- Entender o motivo de compra – qual emoção move aquela pessoa?
- Fazer boas perguntas – mais do que falar bem, saber ouvir e direcionar.
E mais importante: não se desestabilizar. Quando alguém tenta te colocar contra a parede, geralmente é só um teste pra ver se você realmente acredita no que está propondo.
A maior mentira que contaram pra você
“Você não tem dinheiro, não tem diploma, não tem contatos… então não pode sonhar alto.”
Essa é a mentira mais cruel e difundida que existe. E a mais paralisante.
Bellino rebate com força: não espere as condições ideais. Comece com o que tem. Faça o que dá. Mas comece.
Se o plano A não der certo, cria o plano B. Se o B falhar, inventa o plano C. E vai até o Z se for preciso. O importante não é acertar de primeira — é dar tudo de si, sempre.
Críticas virão. E daí?
Se você está tentando algo novo, prepare-se para ser criticado. E, geralmente, não pelas pessoas que já conquistaram algo, mas pelos “Sadins” de plantão – aqueles que nunca tentaram nada e querem destruir seus sonhos por pura frustração própria.
A crítica mais perigosa é a interna. É a voz que diz “não vai dar certo”. Essa sim você precisa calar com ação, coragem e convicção.
Arrisque-se, mesmo com medo
O livro bate forte na tecla do risco. O maior erro que cometemos é fugir do erro.
A lógica é simples: se não tentar, não falha. Mas também não vive.
Transforme o “não” em “por que não?” e veja como o mundo abre brechas inesperadas. A intuição vai guiar, mas ela só funciona quando você confia em si. E essa confiança é treinável.
A dica de ouro? Alimente sua intuição com experiências reais, silêncio, leitura, boas conversas e tempo consigo mesmo. Não é místico, é prático.
Plano B: a carta que salva o jogo
O livro termina com um desafio poderoso: grave um vídeo de 3 minutos contando por que você precisa de um plano B.
Não pra postar. Mas pra você mesmo assistir e lembrar do que te move. Porque o plano A pode falhar. E tudo bem. Desde que você não falhe com você mesmo.
Pare de esperar o momento certo. Crie ele.
O maior aprendizado do livro de Bellino não está nos feitos grandiosos, mas na mentalidade inegociável de quem não aceita viver como coadjuvante da própria história.
Ninguém é fudido por acaso. É uma construção de medos, desculpas e desistências. Mas da mesma forma que foi construído… pode ser desconstruído.
E se você chegou até aqui, talvez já esteja pronto pra dar o próximo passo.
A pergunta agora é: você vai?
